Tumores de Testículo

O que são?

Os tumores de testículos são tumores raros e ocorrem em 2-3 indivíduos para cada 100 mil homens. Sua maior incidência se encontra nos adultos jovens dos 15 aos 35 anos, que é a fase da maior atividade sexual e início da vida profissional.

Como se desenvolve?
Fatores genéticos estão relacionados no desenvolvimento dos tumores de testículo, visto que podem ocorrer casos familiares (entre irmãos, por exemplo).
Traumatismos são freqüentemente citados como possíveis geradores de tumores de testículo. O que se acredita é que o trauma chama a atenção para o testículo tumoral.
O uso de estrógenos pela mãe durante a gravidez pode ocasionar nos filhos uma maior incidência de tumores de testículo, atrofia testicular (testículos pequenos) ou criptorquidia (testículos fora de sua posição habitual).
Diga-se de passagem que pacientes com criptorquidia tem um risco 50 vezes maior de desenvolverem tumor de testículo do que pacientes normais.

O que se sente e como se faz o diagnóstico?
Os tumores de testículo podem se apresentar como nódulos indolores ou por aumento do volume do órgão. Alguns pacientes notam o problema pelo aumento de peso do testículo. Essas alterações podem progredir sem a percepção do paciente. Noutras situações – cerca de 10% dos casos- o tumor pode ter uma hemorragia nterna, gerando um quadro agudo que pode ser confundido com outras inflamações benignas do testículo (por exemplo, orquite). Em 15% dos casos, já existem etástases e os sintomas surgirão conforme a área envolvida como:

  • tosse ou dispnéia (pulmão)
  • dores nas costas (retroperitôneo)
  • edema de membros inferiores (envolvimento da veia cava) e outros

Aumento das mamas (ginecomastia) pode também ocorrer em alguns tumores de testículo. Ela ocorre devido ao aumento de produção de estrógenos ou por deficiencia da formação de andrógenos.
No exame físico do paciente, geralmente, palpa-se o nódulo ou o testículo endurecido, indolor.
Outras estruturas do saco escrotal (epidídimo, canal deferente), não estão envolvidas, a não ser em casos mais avançados.
Qualquer quadro agudo envolvendo testículo em pessoas jovens e que não resolver em 7-10 dias de tratamento convencional deve levantar suspeitas quando à presença de tumor. Em 10% dos casos, o paciente apresenta-se com manifestações de doença metastática como dor lombar,dispnéia, vômitos, ginecomastia ou perda de peso.
Após realizado o exame físico, são solicitados exames complementares a fim de confirmar o diagnóstico, tais como:

  • alfa fetoproteina e beta-HCG que são marcadores tumorais, isto é, substâncias produzidas pelos tumores e que estão aumentadas na sua presença. 8%dos seminomas produzem beta-HCG enquanto que 0% produzem alfa feto-proteina Os tumores não seminomatosos produzem ambos os marcadores em torno de 60% dos casos.
  • ecografia testicular, a qual nos dá idéia do volume e localização do tumor, bem como nos oferece a imagem do outro testículo.
  • tomografia abdominal total, a qual pesquisa o retroperitôneo (região localizada atrás da cavidade abdominal) na busca de metástases ganglionares.
  • RX de tórax ou tomografia de tórax.
    Uma vez confirmada a suspeita clínica, o passo seguinte é a exploração inguinal. Realiza-se uma incisão na região inguinal do paciente e por ela o testículo é tracionado. Um fragmento da lesão (biópsia) é retirado e mandado para o patologista. Se for confirmada a presença de tumor maligno, o testículo é extirpado (orquiectomia).
    O testículo é um órgão composto por diferentes tipos de células, as quais podem gerar diferentes tipos de tumores, cada um com um comportamento peculiar, com maior ou menor malignidade.
    Os tumores também podem ser compostos por diferentes células. São os tumores mistos.
    Não é a finalidade deste artigo dar conhecimento detalhado dos grupos celulares do testículo. Entretanto, esses podem ser divididos em dois grandes grupos:
  • tumores seminomatosos e
  • não seminomatosos.

Tratamento
O conhecimento do componente celular do tumor e a presença ou não de metástases é que orientarão o tratamentofuturo.

Existem várias formas de tratamento:

  • Orquiectomia radical(OR)
  • OR+linfadenectomia retroperitoneal (retirada de gânglios do retroperitôneo)
  • OR+quimioterapia
  • OR+linfadenectomia+quimioterapia
  • OR+radioterapia (a radioterapia está indicada nos seminomas)
    A escolha do tratamento ideal dependerá da extensão da doença ( estadiamento) e tipo histológico. Existem ainda as preferências de cada urologista que também devem ser consideradas.

Qual é o prognóstico?
O prognóstico varia com o tipo celular e com a extensão do tumor.
Nos últimos 25 anos, devido aos marcadores tumorais, aos métodos diagnósticos e à quimioterapia, houve uma melhora significativa na sobrevida dos pacientes, mesmo nos estágios mais avançados da doença.

Tipo histológico Freqüência Sobrevida em 10 anos
Seminoma 45-50%92%
Teratocarcinoma 20-25%74%
Teratoma 8-10%72%
Carcinoma embrionário15-20%64%
Coriocarcinoma 0-1%44%

Após o término do tratamento, o paciente deverá fazer exames periódicos por vários anos a fim de detectar recidivas.

Orquites e Orquiepididimites

O que é?
Orquite é um processo inflamatório ou infeccioso envolvendo o testículo.
Epididimite é a inflamação ou infecção do epidídimo (órgão tubular localizado sobre cada testículo).
Geralmente, os dois órgãos são envolvidos, daí o nome de Orquiepididimite (OE).

Como se adquire?
As OE podem ser causadas por numerosas bactérias ou vírus.

  • A causa mais comum de orquite viral é a caxumba (parotidite). Dos homens que desenvolvem caxumba após a puberdade, 15 a 25% poderão ter orquite durante a evolução da doença.
  • As OE poderão ser decorrentes de infecções prostáticas transmitidas sexualmente, como a gonorréia e a clamídia.
  • Agentes bacterianos causadores de infecção urinária como Escherichia coli também são comumente encontrados nas OE.
  • Tuberculose envolvendo esses órgãos pode ser uma das causas.

Traumatismo escrotal (por exemplo “uma bolada nos testículos”) também pode gerar uma OE inflamatória.
Existe uma afecção chamada de orquialgia crônica caracterizada por dor no testículo ou em ambos os testículos com duração maior do que tres meses, interferindo nas atividades do indivíduo. Geralmente não se encontra uma causa definida sendo uma situação pouco compreendida. Devem ser afastadas as causas mais comuns de dor testicular: infecção, varicocele, hérnia inguinal, hidrocele,espermatocele, dor referida,trauma, torção do testículo e tumor.

O que se sente?
Existe uma OE com forma de apresentação aguda e outra de forma crônica.

  • Na aguda, há dor forte de começo insidioso, gradativa, unilateral e acompanhada de aumento de volume do saco escrotal. O paciente relata uma sensação de peso no testículo. A dor se irradia para a região inguinal (virilha) do mesmo lado. Febre e mau estado geral acompanham o quadro clínico.
  • Na forma crônica, os sintomas podem estar ausentes. O paciente pode manifestar desconforto local ao manusear o testículo ou o epidídimo.

Como o médico faz o diagnóstico?
As queixas acima e os achados de exame físico – aumento do volume do escroto com hiperemia local (vermelhidão da pele do saco), dor à mobilização do testículo, inclusive perturbando a deambulação do paciente – possibilitam o diagnóstico. Além disso:

  • Exame comum de urina,
  • Urocultura,
  • Testes para gonorréia e clamídia,
  • Leucograma,
  • Ecografia escrotal com doppler colorido (ecografia com som e cor),

Esses exame complementares ajudam a fazer diagnóstico diferencial entre as patologias citadas acima.
Observar que, na forma crônica, o testículo ou o epidídimo podem estar atrofiados devido à fibrose pós-inflamatória com comprometimento da fertilidade do paciente.

Como se trata?
O tratamento inclui sempre repouso geral, repouso sexual, suspensório escrotal e alívio da dor com analgésicos e antinflamatórios.
Quando a origem for bacteriana o uso de antibióticos está indicado.
Se a OE for decorrente de uma doença sexualmente transmitida, a parceira deverá ser tratada concomitantemente.
Nas OE virais, não há indicação de antibióticos. São utilizadas as medidas gerais já descritas. O interferon alfa-2 pode ser considerado.

Complicações
A infertilidade e a atrofia (diminuição do volume) dos testículos são freqüentes.A OE pode evoluir com a formação de abscesso. Neste caso a drenagem cirúrgica está indicada. Em casos extremos, a orquiectomia (retirada do testículo) é necessária.

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

  • Quanto tempo vai levar para desaparecer a dor?
  • Posso ter filhos depois disso?
  • Fazer repouso é importante?
  • Essa doença é transmissível?

Pielonefrite

Entenda o que é a pielonefrite, uma infecção urinária grave que pode levar a sepse.

Chamamos de infecção urinária aquelas que acometem uma ou mais partes do trato urinário, ou seja, rins, ureteres, bexiga ou uretra.
As infecções urinárias baixas são aquelas que acometem a bexiga e uretra. As infecções urinárias altas ocorrem quando há comprometimento de pelo menos um rim. As infecções da bexiga recebem o nome de cistite. As infecções da uretra são as uretrites. A infecções renais são chamadas de pielonefrite.
A infecção dos rins acontece de duas maneiras. A principal via é a ascendente, quando bactérias da bexiga alcançam os ureteres e conseguem subir até os rins. Isto ocorre normalmente nas cistites não tratadas ou nos casos de colonização assintomática da bexiga por bactérias. Nem todas as pessoas relatam sintomas de cistite antes do surgimento da pielonefrite.
O segundo modo de infecção dos rins é pelo sangue, quando a bactéria em algum local do corpo, com nos casos de infecção da pele, viaja pela corrente sanguínea e se aloja no rim. Este tipo é bem menos frequente do que pela via ascendente.
A pielonefrite é um caso potencialmente grave, já que estamos falando da infecção de um órgão vital. É um quadro que pode ter gravidade semelhante a uma pneumonia. Se não tratado a tempo e corretamente, pode levar a sepse e morte.
Além da cistite, que é o principal fator de risco, existem outros fatores que facilitam a infecção dos rins. Podemos citar o uso de cateteres vesicais (algália), cirurgias urológicas, anormalidades anatômicas do trato urinário e doenças da próstata que causam obstrução do fluxo da urina.
O diagnóstico da pielonefrite é feito através dos sinais e sintomas clínicos e dos exames de sangue e urina. Através da cultura de urina (urocultura) é possível identificar a bactéria responsável pela infecção e indicar o melhor antibiótico.
Não se deve pedir exames de urina para procurar bactérias se não houver sintomas de infecção urinária.
A presença de bactéria na urina é chamada de bacteriúria e não significa necessariamente alguma doença. Temos bactérias que colonizam várias partes do nosso corpo como boca, pele e intestino e não causam doença. O mais comum é termos uma urina estéril, ou seja, sem bactérias, porém, a simples presença destas, sem sintomas, não faz diagnóstico de infecção.
Não há como saber de antemão quais pessoas com bactéria na urina vão desenvolver cistite ou pielonefrite. Como a recolonização é muito comum, se formos tratar com antibióticos toda vez que houver bactérias na urina, estaremos facilitando o desenvolvimento de bactérias resistentes.
Portanto, NÃO SE TRATA BACTERIÚRIA ASSINTOMÁTICA, uma vez que a mesma não indica doença. O correto é tratar o paciente e não um resultado laboratorial.

Existem 3 exceções a esta regra, onde a bacteriúria assintomática está associada a um maior risco de pielonefrite:

  • Mulheres grávidas: A presença de bactérias nas uroculturas aumenta o risco de pielonefrite, parto prematuro e recém-nascidos com baixo peso.
  • Antes de procedimentos urológicos: Pacientes que serão submetidos a cirurgias ou procedimentos urológicos, devem tratar sua bacteriúria, uma vez que esta conduta reduz o risco de bacteremia e sepse pós-operatória.
  • Pacientes imunossuprimidos.

Sintomas da pielonefrite
Os sintomas típicos da pielonefrite são febre, dor lombar, náuseas e vômitos. Podem haver também sintomas de cistite como dor ao urinar e vontade de ir ao banheiro com frequência, mesmo quando a bexiga está vazia. Outro sinal comum é a presença de sangue na urina (hematúria), que se apresenta normalmente como uma urina cor de Coca-Cola.

A pielonefrite é clinicamente dividida em 3 categorias:

  • Pielonefrite aguda não complicada
  • Pielonefrite aguda complicada
  • Pielonefrite crônica

1) Pielonefrite aguda não complicada
Ocorre normalmente em mulheres jovens, sem antecedentes de doenças ou alterações na anatomia urológica.
O quadro clínico é de febre alta, calafrios, náuseas, vômitos e dor lombar. Os sintomas de cistite como ardência ao urinar podem ou não estar presentes.
Assim como nas cistites, a principal bactéria causadora de pielonefrite é a Escherichia coli.
Só há necessidade de internação em casos mais graves. Se o paciente tiver bom estado geral e for capaz de tomar antibióticos por via oral, o tratamento pode ser feito em casa.

2) Pielonefrite aguda complicada
A pielonefrite complicada é aquela que evolui com abscesso renal ou peri-renal, ou ainda necrose da papila renal.
Normalmente ocorre em pessoas com obstrução do trato urinário, bactérias resistentes aos antibióticos e em diabéticos.
O quadro clínico é igual ao da pielonefrite não complicada, porém apresenta pouca resposta aos antibióticos. Outra possibilidade é uma resposta apenas parcial com melhora do quadro mas com fadiga, mal estar e náuseas que duram por vários dias.
Pielonefrite que não melhora após antibioticoterapia apropriada deve ser estudadas com exames de imagens como tomografia computadorizada e ultra-som (ecografia).

3) Pielonefrite crônica
A pielonefrite crônica é um quadro de infecção urinária recorrente associada a má-formações urinárias, obstruções por cálculo renal ou refluxo vesico-ureteral (refluxo da urina da bexiga de volta para o ureter e rins). Costuma levar a insuficiência renal crônica, principalmente em crianças com refluxo urinário.
Qualquer quadro de infecção urinária deve ser sempre tratado com antibióticos. Medicamentos ditos “naturais” podem proporcionar alívio temporário, porém, apenas postergam o tratamento correto do problema.

Complicações da pielonefrite
Como já referido, se a pielonefrite não for tratada corretamente com antibióticos, existe um risco grande de evolução para sepse grave e óbito.
Outro problema da pielonefrite, principalmente se recorrente, é a lesão permanente do rim. Pacientes com pielonefrite crônica podem evoluir com insuficiência renal terminal e necessitar de hemodiálise.

Cálculo Renal

O que é Cálculo renal?
Sinônimos: Pedra no rim, litíase, nefrolitíase
O cálculo renal é uma massa sólida formada por pequenos cristais. Um ou mais cálculos podem ser encontrados nos rins ou ureteres ao mesmo tempo.

Causas
As pedras no rim podem se formar quando a urina contém certas substâncias em excesso. Essas substâncias podem criar pequenos cristais que se transformam em pedras.
O maior fator de risco para cálculos renais é a desidratação.
Os cálculos renais podem não manifestar sintomas até que comecem a se mover pelos ureteres, tubos pelos quais a urina é levada até a bexiga. Quando isso acontece, os cálculos podem bloquear o fluxo de urina ao sair dos rins. Isso causa inchaço do rim ou dos rins, provocando dor. A dor normalmente é grave.
Os cálculos renais são comuns. Uma pessoa que já teve cálculos renais frequentemente volta a tê-los no futuro. É comum os cálculos renais aparecem em bebês prematuros.
Alguns tipos de cálculos tendem a ser hereditários. Alguns tipos de cálculos podem ocorrer com doenças intestinais, bypass intestinal para obesidade ou defeitos no túbulo renal.

Existem diferentes tipos de cálculos renais. A causa verdadeira depende do tipo de cálculo.

  • Os cálculos de cálcio são os mais comuns. Eles ocorrem mais frequentemente em homens do que em mulheres e aparecem, em geral, entre 20 e 30 anos. Eles tendem a reaparecer. O cálcio pode combinarse com outras substâncias, como o oxalato (a substância mais comum), o fosfato ou o carbonato para formar a pedra. O oxalato está presente em certos alimentos. As doenças do intestino delgado aumentam o risco de que se formem cálculos de oxalato e cálcio.
  • Os cálculos de cistina podem aparecer em pessoas que têm cistinúria. Essa doença renal é hereditária e afeta tanto homens quanto mulheres.
  • Os cálculos de estruvita são encontrados principalmente em mulheres com infecção do trato urinário. Essas pedras podem crescer muito e bloquear o rim, o ureter ou a bexiga.
  • Os cálculos de ácido úrico são mais comuns em homens do que em mulheres. Eles pode ocorrer juntamente com gota ou quimioterapia.

Outras substâncias também podem formar pedras.

Exames
A dor pode ser forte o suficiente para que seja necessário tomar analgésicos. A região da barriga (abdômen) ou das costas podem estar sensíveis ao toque.

Os exames de cálculos renais incluem:

  • Análise da pedra para saber qual é o tipo de cálculo
  • Nível de ácido úrico
  • Urinálise para detectar cristais e glóbulos vermelhos na urina

Os cálculos ou bloqueios do ureter podem ser vistos em:

  • Tomografia computadorizada abdominal
  • Ressonância magnética abdominal ou dos rins
  • Radiografia abdominal
  • Pielograma intravenoso (PIV)
  • Ultrassom do rim
  • Pielograma retrógrado

Os exames podem revelar níveis altos de cálcio, oxalato ou ácido úrico na urina ou no sangue.

Sintomas de Cálculo renal
O principal sintoma é dor grave que começa subitamente e pode desaparecer de repente:

  • A dor pode ser sentida na barriga ou na lateral das costas
  • A dor pode migrar até a virilha ou até os testículos

Outros sintomas podem incluir:

  • Urina de cor anormal
  • Sangue na urina
  • Calafrios
  • Febre
  • Náuseas
  • Vômitos

Buscando ajuda médica
Consulte seu médico se tiver sintomas de cálculo renal.
Além disso, entre em contato se os sintomas reaparecerem, se sentir dor ao urinar, se o volume de urina diminuir ou se surgirem novos sintomas.

Tratamento de Cálculo renal
O objetivo do tratamento é aliviar os sintomas e evitar o aparecimento de novos. (Em geral, os cálculos renais que são pequenos o suficiente saem sozinhos.) O tratamento varia de acordo com o tipo de cálculo e a gravidade dos sintomas. As pessoas com sintomas graves talvez precisem ser hospitalizadas.
Quando o cálculo é expelido, a urina deve ser filtrada e a pedra deve ser guardada e examinada para determinar o tipo de cálculo.
Beba pelo menos de 6 a 8 copos de água por dia para produzir uma grande quantidade de urina. Algumas pessoas podem precisar de hidratação intravenosa.
Os analgésicos podem ajudar a aliviar a dor de expelir os cálculos (cólica renal). Para dores graves, pode ser necessário tomar analgésicos ou anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) como o ibuprofeno.
Dependendo do tipo de cálculo, seu médico pode prescrever um medicamento para diminuir a formação de cálculos ou ajudar a rompê-los e remover o material que está provocando cálculos. Os medicamentos incluem:

  • Alopurinol (para pedras de ácido úrico)
  • Antibióticos (para cálculos de estruvita)
  • Diuréticos
  • Soluções fosfatadas
  • Bicarbonato de sódio ou citrato de sódio (que tornam a urina mais alcalina)

De modo geral, é necessário cirurgia se:

  • O cálculo for grande demais para sair sozinho
  • O cálculo estiver crescendo
  • O cálculo estiver bloqueando o fluxo de urina e provocando uma infecção ou danos aos rins

Hoje em dia, a maioria dos tratamentos é muito menos invasiva do que antigamente.

  • A litotripsia extracorpórea por ondas de choque é usada para remover cálculos de aproximadamente 1 cm que estejam localizados perto do rim. Esse método usa ondas ultrassônicas ou ondas de choque para quebrar as pedras. Depois, as pedras são expelidas na urina.
  • A nefrolitotomia percutânea é usada para cálculos maiores dentro ou perto do rim, ou quando há malformação dos rins e das zonas ao redor. O cálculo é removido com um endoscópio que é inserido no rim por uma pequena abertura.
  • A ureteroscopia pode ser usada para cálculos no trato urinário inferior.
  • A cirurgia aberta padrão (nefrolitotomia) pode ser necessária caso os outros métodos não funcionem ou não possam ser utilizados.

Expectativas
Os cálculos renais são dolorosos, mas normalmente podem ser removidos sem causar danos permanentes. Eles tendem a reaparecer, especialmente se a causa não for encontrada e tratada.

Complicações possíveis:

  • Diminuição ou perda de função do rim afetado
  • Lesões ou cicatrizes no rim
  • Obstrução do ureter (uropatia obstrutiva unilateral aguda)
  • Recorrência de cálculos
  • Infecção do trato urinário inferior

Expectativas
Os cálculos renais são dolorosos, mas normalmente podem ser removidos sem causar danos permanentes. Eles tendem a reaparecer, especialmente se a causa não for encontrada e tratada.

Complicações possíveis

  • Diminuição ou perda de função do rim afetado
  • Lesões ou cicatrizes no rim
  • Obstrução do ureter (uropatia obstrutiva unilateral aguda)
  • Recorrência de cálculos
  • Infecção do trato urinário inferior

Prevenção
Se você tiver um histórico de cálculo renal, beba muito líquido (6 a 8 copos de água por dia) para produzir urina suficiente. Dependendo do tipo de cálculo, você pode necessitar de medicamentos ou tomar outras medidas para evitar a recorrência dos cálculos.
Pode ser necessário alterar sua dieta para evitar o reaparecimento de alguns tipos de cálculo.

Impotência Sexual

A impotência sexual, também conhecida como disfunção erétil, é a incapacidade do homem em iniciar e/ou manter uma ereção do pênis suficiente para que haja relações sexuais. Neste texto vamos abordar as causas, os sintomas e os tratamento da impotência sexual.

Impotência sexual – Introdução

Os homens apresentam quatro grandes grupos de problemas sexuais:

  • Disfunção erétil
  • Ejaculação precoce
  • Falta de libido
  • Dificuldades para ejacular

A saúde sexual é atualmente um importante fator na qualidade de vida das pessoas. A impotência sexual apesar de não ser um problema de saúde que traga riscos à vida, pode trazer consequências indesejáveis à vida pessoal do paciente, influindo em relacionamentos e autoestima, podendo, inclusive, levar o paciente à depressão.
É importante notar que ter dificuldades eventuais na ereção não é considerado impotência. Para que seja considerada disfunção erétil o homem precisa ser incapaz de ter ou manter ereções em pelo menos 75% das tentativas. Não conseguir ter ereção satisfatória por vez ou outra é completamente normal e acontece com todos os homens, mesmo os mais jovens.
É importante diferenciar a impotência sexual da falta de libido. Na disfunção erétil o homem sente desejo sexual mas é incapaz de manter ou iniciar uma ereção satisfatória. Na falta de libido, a ereção não ocorre por ausência de interesse sexual.
A prevalência da impotência sexual aumenta com a idade e com a presença de outras doenças, como diabetes, hipertensão, doenças cardíacas, obesidades etc…
Estima-se que entre 30 a 40% dos homens acima dos 40 anos apresentam algum grau de disfunção erétil.

Como se dá a ereção do pênis?
A função sexual masculina é controlada pela interação dos sistemas neurológico, hormonal, vascular e psicológico. Qualquer distúrbio em um desses sistemas pode causar problemas de ereção. Saber como surge a ereção é importante para entender a impotência sexual e como funcionam os atuais tratamento, como o famoso Viagra.
Grosso modo, podemos resumir a ereção como um evento vascular, desencadeado por sinais neurológicos e facilitado por um adequado meio hormonal e psicológico.

Vamos explicar
A ereção do pênis ocorre quando o corpo cavernoso, duas estruturas esponjosas em forma de cilindros paralelos dentro do pênis, ficam cheios de sangue. O pênis enche-se de tal modo que comprime as suas veias impedindo que o sangue retorne para o resto do organismo. O corpo cavernoso fica, assim, cheio de sangue, mantendo a ereção até o final do estímulo sexual. Quando há um orgasmo ou quando o estímulo para a ereção acaba, o corpo cavernoso se esvazia, o pênis volta a ficar flácido.
Para que o corpo cavernoso encha-se de sangue é preciso um sinal do sistema nervoso central, liberando uma substância chamada óxido nítrico. Este neurotransmissor é quem relaxa os vasos sanguíneos do corpo cavernoso, facilitando a entrada de sangue no mesmo. Enquanto houver óxido nítrico no corpo cavernoso, o pênis se manterá cheio de sangue, e portanto, ereto; quando os níveis de óxido nítrico caem, a ereção termina.
Fatores psicológicos e hormonais, como alterações nos níveis de testosterona e dos hormônios da tireoide, por exemplo, podem interferir neste sistema neurológico-vascular da ereção.
A ereção noturna do pênis é um fenômeno normal que ocorre durante o sono profundo e não está relacionada a existência de sonhos eróticos. Este tipo de ereção inicia-se na adolescência e persiste por boa parte da vida. A presença de ereções noturnas normais em homens com disfunção erétil fala a favor de causas psicológicas para a mesma, enquanto homens que não apresentam ereções nem durante o sono, normalmente têm algum problema orgânico por trás. Homens com dificuldades em atingir estágios de sono profundo também podem não apresentar esse tipo de ereção.

Fatores de risco e causas da impotência sexual
Apesar da idade ser popularmente conhecida como o principal fator de risco pra a disfunção erétil, na verdade, o envelhecimento em si não é tão culpado quanto as doenças que surgem com ele. Uma pessoa mais velha e completamente saudável sem medicamentos é plenamente capaz de conseguir ereções satisfatórias na maioria dos casos. Um homem saudável de 65 anos pode ter mais “potência” que um homem de 40 anos com histórico de diabetes e doenças cardiovasculares.

Entre as doenças e problemas mais relacionados à disfunção erétil estão:

  • Diabetes mellitus
  • Hipertensão
  • Obesidade
  • Doença cardiovascular
  • Dislipidemia
  • Tabagismo
  • Alcoolismo
  • AVC
  • Insuficiência renal crônica
  • Doenças da tireoide

Qualquer doença crônica pode aumentar os riscos da impotência sexual, e, para piorar o quadro, muitos dos medicamentos usados no tratamento destas doenças também colaboram para a disfunção erétil. Estima-se que até 1/4 dos casos de impotência sejam causados por essas drogas. Antidepressivos e medicamentos para hipertensão (todas as classes) são os principais vilões.
Existem ainda outras causas para a disfunção erétil, entre elas, traumas na região pélvica, quimioterapia, radioterapia na região pélvica, cirurgias para câncer de próstata, cirurgias na região pélvica e andar de bicicleta por demasiado tempo (ciclistas profissionais).

Grande parte dessas doenças causam distúrbios em um dos dois principais sistemas da ereção:

  • Impedem uma boa vascularização do pênis
  • Atrapalham na produção e liberação do óxido nítrico

Impotência de origem psicológica
Nem toda disfunção erétil está relacionada a alguma doença orgânica; fatores psicológicos também podem ser os responsáveis. Estresses do dia a dia podem causar perda de concentração e queda na libido, interferindo na performance masculina. Problemas profissionais, financeiros ou matrimoniais são as causas mais comuns.
Além dos estresses cotidianos, a ansiedade pelo ato sexual também é uma causa comum de impotência. A obrigação que a sociedade impõe ao homem de sempre ter que estar pronto para satisfazer a mulher, transformando uma falha em algo vergonhoso, acaba sendo muita pressão para algumas pessoas. A ansiedade em relação a performance acaba crescendo se o homem já experimentou dificuldades de ereção anteriormente. Em alguns casos a preocupação em ter e manter a ereção acaba se tornando o principal foco, fazendo com que o ato sexual em si torne-se secundário. Este nervosismo se transforma em uma bola de neve, causando novos episódios de impotência, que por sua vez, levam a mais ansiedade.
A depressão é outra causa de disfunção erétil. Assim como na ansiedade, esse processo pode se auto-alimentar. Muitos homens não aceitam que sua performance sexual irá diminuir com o passar dos anos, e, em alguns casos, episódios de incapacidade para manter a ereção podem levar a quadros depressivos.

Tratamento da impotência
Durante muitos anos tratamos a impotência sexual como uma consequência natural do envelhecimento, como se pessoas mais velhas não tivessem direito a uma vida sexual ativa. Até há alguns anos pessoas idosas não procuravam ajuda médica por causa de impotência, aceitando a disfunção erétil como algo incontornável.
Como já explicado, na maior parte dos casos de disfunção erétil, há uma causa orgânica por trás. Quando não há uma doença crônica conhecida, a dosagem sanguínea dos hormônios da tireoide, da testosterona e da prolactina são necessários para se determinar se há uma ambiente hormonal adequado para a ereção.
Um melhor controle das doenças crônicas, do ambiente hormonal e a suspensão, quando possível, de drogas que possam estar atrapalhando, são importantes no tratamento da disfunção erétil.

Inibidores da Fosfodiesterase Tipo 5
No final da década de 1990 houve uma revolução no tratamento da impotência sexual com o advento das drogas inibidoras da Fosfodiesterase Tipo 5 (inibidores da PDE5). As principais drogas desta classe são:

  • Sildenafil (Viagra®)
  • Vardenafil (Levitra®)
  • Tadalafil (Cialis®)

A fosfodiesterase Tipo 5 (PDE5) é uma substância que age eliminando o óxido nítrico da circulação sanguínea, fazendo com que diminua a quantidade de sangue no corpo cavernoso. Portanto, drogas que inibam a ação da PDE5, aumentam o tempo de permanência do óxido nítrico, consequentemente, facilitando a ereção.
Essas drogas não devem ser usadas sem avaliação médica, não só pelo riscos de efeitos adversos, mas também porque, sem uma completa avaliação, elas podem ser ineficazes. Se o paciente apresenta, por exemplo, deficiência de testosterona, somente o Viagra não irá resolver seu problema. Nos diabéticos, apenas 50% apresentam resposta aos comprimidos. Se o problema for de ordem vascular, nem sempre aumentar o óxido nítrico irá resultar.

Sildenafil (Viagra®) – Foi a primeira droga desta classe a ser lançada. Deve ser tomada 1 hora antes das relações e sua ação inicia-se após 30 minutos e dura em média 4 horas.

Vardenafil (Levitra®) – É uma droga semelhante ao sildenafil, com mais ou menos a mesma eficácia, tempo de ação e efeitos colaterais.

Tadalafil (Cialis®) – Apresenta como principal diferencial o fato da ação da droga iniciar-se com apenas 15 minutos, podendo durar por até 36 horas. Isto não significa que o paciente terá uma ereção que dure 36 horas, mas sim que dentro de um intervalo de 36h este terá mais facilidade em ter ereções quando houver estímulo sexual.

No final das contas, as três drogas apresentam eficácia semelhantes, ficando a critério do paciente escolher aquela que ele mais se adapta, levando em conta o preço e a posologia.
Os inibidores da PDE5 podem causar queda da pressão arterial e nunca devem ser tomados por pacientes que fazem uso de nitratos. Pacientes com doenças cardíacas ou medicados com drogas para hiperplasia da próstata também devem ter cuidado com este medicamento.
Os inibidores da PDE5 são atualmente a primeira escolha no tratamento da disfunção erétil e apresentam taxa de eficácia acima de 70%. Quando não há resposta ou quando o paciente não pode tomar essas drogas, existem outras opções para o tratamento da impotência; entre elas podemos citar a administração de drogas com injeção intra peniana ou intra uretral. Existem também alguns aparelhos que agem criando vácuo, favorecendo a circulação de sangue para o pênis.
A implantação de uma prótese peniana é atualmente um tratamento de 3ª linha, sendo indicado apenas quando os tratamentos descritos anteriormente não apresentam sucesso.

Ejaculação Precoce

A ejaculação precoce é o distúrbio sexual mais comum em homens abaixo dos 40 anos. Saiba mais.
A ejaculação precoce é um distúrbio típico de homens jovens, em início de atividade sexual. Quando ocorre ocasionalmente, principalmente com parceiras novas, após longo período de abstinência ou nas primeiras relações sexuais da vida, não é considerado nenhum problema médico.
Não existe ejaculação precoce feminina. Este é um distúrbio exclusivamente masculino.
A ejaculação precoce é considerada um problema quando afeta mais de 50% das relações sexuais de adultos.
Não há uma definição muito objetiva do que é ejaculação precoce. Não existe um tempo limite. Alguns casos são óbvios com a ejaculação acontecendo antes mesmo de haver penetração. Em geral, define-se como uma incapacidade de controlar a ejaculação de modo que a relação seja satisfatória para o casal.
Hoje em dia se considera a ejaculação precoce um distúrbio psicológico e não uma doença orgânica propriamente dita. Não existe nenhum tipo de problema no sistema reprodutivo masculino. Pênis, testículos, próstata e vesículas seminais estão em perfeita ordem.
A ejaculação precoce pode ser dividia em primária, quando ocorre desde início da vida sexual, ou secundária, quando surge depois de alguns anos de vida sexual normal.
Normalmente nos casos primários existe algum distúrbio psicológico como ansiedade, sentimento de culpa em relação ao sexo, ou antecedentes de situações traumáticas, como abusos sexuais ou simplesmente ter sido surpreendido por alguém enquanto se masturbava.
Nos casos secundários, a ejaculação precoce pode ocorrer por um sentimento de inferioridade do homem em relação a mulher. Algo como: ela é “muita areia para o meu caminhão”. Novas parceiras depois de um relacionamento longo podem levar a um sentimento de obrigação de ser efetivo. A ejaculação precoce pode também surgir após um episódio isolado de impotência sexual, provocando um quadro de ansiedade nas próximas relações. Cobranças da mulher em relação ao desempenho sexual masculino ou simplesmente o fato da nova parceira demorar mais tempo do que a anterior para atingir o orgasmo também podem ser a causa.
Como se pode ver, são todos problemas de fundo psicológico. O fato é que um episódio isolado de ejaculação precoce pode causar um estresse e uma frustração tão grande que este passa a ser o próprio fator desencadeante.
Na verdade, existem relatos de que a ejaculação precoce pode ser causada por alterações hormonais ou dos nervos que transportam os sinais dos órgãos sexuais ao cérebro. Porém, nenhuma causa objetiva foi identificada até o momento.

Tratamento da ejaculação precoce
O tratamento da ejaculação precoce pode ser feito em quatro linhas:

1. Controle da ejaculação
Algumas técnicas ajudam no prolongamento do ato sexual, como pausas quando o estímulo começar a ficar muito intenso; pode-se retirar o pênis da vagina e fazer compressão da glande (cabeça do pênis) por alguns segundos. Outra opção é pensar em fatos pouco estimulantes durante o ato sexual, como contas a pagar ou problemas no trabalho, voltando a se concentrar no mesmo após diminuição do estímulo.
Outra opção é treinar o controle através da masturbação, realizando pausas para se prolongar ereção e o período sem orgasmo.
Quando é possível prever uma relação sexual para as próximas horas, algumas pessoas sem problemas para iniciar uma ereção podem se masturbar algum tempo antes de modo que no momento do ato, a excitação não seja tão intensa.
Em alguns homens a simples presença da camisinha é suficiente para diminuir a sensibilidade peniana e evitar a ejaculação precoce. Há camisinhas mais grossas, que diminuem a sensibilidade do pênis, ajudando em alguns casos.

2. Apoio psicológico
Alguns casos de ansiedade intensa ou problemas psicológicos podem precisar de ajuda profissional. Muitos homens conseguem controle da sua ereção após iniciar tratamento psicológico.

3. Medicamentos
Existem algumas opções, como cremes anestésicos ou camisinhas com produtos que diminuem a sensibilidade do pênis.
Em alguns caso antidepressivos como Sertralina, Dapoxetina, Fluoxetina ou Paroxetina ajudam no tratamento da ejaculação precoce.
Nunca se automedique, pois o uso inapropriado de um medicamento pode trazer efeitos colaterais e piorar o quadro.

4. Amadurecimento
A ejaculação precoce é muito comum em adolescentes e pessoas no início da vida sexual. A ajuda e compreensão da parceira é essencial para não se criar um peso excessivo sobre o fato. Conforme o homem vai ficando mais à vontade com a vida sexual, ele começa a ter maior controle sobre a sua ejaculação.
O melhor tratamento para a ejaculação precoce em jovens é o treino, ou seja, praticar sexo sem culpa.

Doença de Peyronie

A principal característica da doença de Peyronie é o desenvolvimento de uma placa fibrótica ou de um nódulo que se instalam na túnica albugínea – estrutura que envolve os corpos cavernosos -, comprometem sua elasticidade e impedem que eles se expandam normalmente, o que dificulta a ereção, pois esses distúrbios provocam distorções na forma e inclinação do pênis.
A doença de Peyronie se manifesta, em geral, depois dos 50 anos, mas eventualmente acomete homens jovens. Alguns meninos podem apresentar uma alteração da curvatura peniana chamada pênis curvo congênito, provocada pela desproporção entre o tamanho maior dos corpos cavernosos e menor da uretra, mas que só requer tratamento se prejudicar o desempenho sexual no futuro.

Causas
Não estão bem definidas as causas da doença, mas pequenos traumatismos ocorridos durante a relação sexual podem resultar em cicatrizes que interferem na ereção.
Estudos estão mostrando que existe uma associação dessa enfermidade com doenças reumatológicas, diabetes e uso de betabloqueadores para controlar a hipertensão arterial.
Embora não se possa dizer que seja uma doença de caráter hereditário, parece que a incidência é maior em homens da mesma família.

Sintomas
Presença de nódulo, palpável ou não, associado à dor e à curvatura do pênis durante a ereção. Essa curvatura faz com que ele se posicione para baixo, para cima ou para o lado.
Muitos pacientes ficam tão abalados, quando os sintomas se instalam, que perdem a capacidade erétil por causa da ansiedade.

Diagnóstico
O diagnóstico é basicamente clínico e, quanto antes seja feito, melhor para o resultado do tratamento. Raramente se faz necessário recorrer ao exame de ressonância magnética para visualizar a placa fibrótica e estabelecer o diagnóstico.

Tratamento
Em 20% dos casos, as placas desaparecem espontaneamente, sem tratamento algum, em um ano e meio, dois anos. Quando o problema persiste, alguns medicamentos que agem no metabolismo das células produtoras da fibrose apresentam bons resultados.
Esgotadas essas possibilidades, só depois de dois anos de evolução da doença e apenas quando a alteração prejudica a atividade sexual, o que ocorre em menos da metade dos casos, o paciente é encaminhado para cirurgia. A anestesia é geral ou de bloqueio peridural ou raquidiano.
Existem duas técnicas cirúrgicas que podem ser usadas para corrigir a curvatura do pênis. A primeira tenta compensar o desvio, fazendo uma prega no corpo cavernoso do lado oposto àquele em que se situa a placa. O inconveniente dessa técnica é interferir no tamanho do pênis, que fica menor. A outra consiste em fazer uma incisão em forma de H para liberar na placa. Em seguida, coloca-se um enxerto (um fragmento da veia safena ou de pericárdio bovino) no local da lesão. Em 90% dos casos os resultados são satisfatórios: retifica-se o pênis sem comprometer a capacidade de ereção.

Recomendações

  • Não se aflija com a presença de uma placa ou um nódulo característicos da doença de Peyronie, se eles não interferem na atividade sexual. Nesses casos, não há sequer necessidade de tratamento clínico ou cirúrgico;
  • Procure manter a calma e controlar a ansiedade. Esta, sim, pode ser responsável pela perda da capacidade erétil;
  • Lembre-se de que o uso de aparelhos para aumentar o tamanho do pênis agrava o trauma responsável pela formação da placa e piora o quadro;
  • Saiba que a doença de Peyronie é benigna e, mesmo sem tratamento, não representa nenhum risco para a saúde de seus portadores.

Fimose/Parafimose

DR. RICARDO FERRI BARRETO

SAÚDE DO HOMEM | UROLOGIA | ANDROLOGIA | REPRODUÇÃO HUMANA
Dr. Ricardo Ferri Barreto

FIMOSE/PARAFIMOSE

Chamamos de fimose a incapacidade de expor a glande (cabeça do pênis) devido a um prepúcio com anel estreito. Já a parafimose ocorre quando é possível retrair o prepúcio, mas este não retorna ao seu ponto de origem, comprimindo a base da glande e causando obstrução do fluxo venosos e linfático. Neste texto vamos explicar a fimose e a parafimose com uma linguagem acessível a todos.

O que é o prepúcio?
O prepúcio é aquela camada de pele retrátil, uma espécie de capa que recobre e protege a glande, conhecida popularmente como cabeça do pênis. O prepúcio, nos adultos, encobre a glande quando o pênis está flácido, mas se retrai quando o mesmo está ereto.
O prepúcio começa a ser formado já nas primeiras semanas de desenvolvimento do feto. Desde o nascimento até os primeiros anos de vida do homem, o prepúcio encontra-se aderido à glande, um processo chamado de fimose fisiológica. Com o crescimento, a região interna vai se desprendendo gradualmente da glande, até ser totalmente retrátil quando o pênis encontra-se ereto. Não se deve forçar o descolamento do prepúcio nas crianças, pois o mesmo ocorre naturalmente com o passar dos anos. Em 90% dos meninos, a fimose fisióloga desaparece nos 3 primeiros anos de vida.
A partir de agora, sempre que falarmos em fimose estaremos nos referindo a fimose patológica, ou seja, a fimose que não é fisiológica.

O que é a fimose?
A fimose ocorre quando não é possível retrair o prepúcio e expor completamente a glande. Mesmo com o pênis ereto, a glande não fica exposta, como pode ser visto nas fotos abaixo.

A fimose pode surgir de dois modos:
1.)
Fimose desde o nascimento, quando o indivíduo chega a adolescência sem nunca ter conseguido retrair o prepúcio, isto é, uma fimose que não desapareceu nos primeiros anos de vida, e portanto, não pode ser considerada fisiológica.
Alguns homens nascem com o anel do prepúcio (abertura) muito apertado, o que impossibilita a retração da pele mesmo após o descolamento do prepúcio nos primeiros anos de vida. Outra causa de fimose desde o nascimento ocorre nos homens que, quando criança, os pais tentaram forçar a retração do prepúcio, causando lesões e criando cicatrizes que perpetuaram a fimose.

2.) Fimose adquirida, que é o caso do adulto que não tinha fimose, mas por causa de infecções ou traumas no pênis criou cicatrizes que causaram aderência do prepúcio, impedindo sua retração. Este tipo de fimose ocorre geralmente por má higienização do pênis, favorecendo o acúmulo de secreções e proliferação de bactérias dentro do prepúcio.

Sintomas da fimose
O principal sinal na fimose é um prepúcio que não se retrai. Existem graus variados de fimose, desde aquelas com retração parcial e compressão da glande, até obstruções completas, onde não é sequer possível ver o meato uretral (orifício na ponta do pênis, onde sai a urina), como na imagem mais à esquerda da foto acima.
A fimose pode causar ereções dolorosas, hematúria (sangue na urina), jato urinário fraco e infecções urinárias de repetição.

Tratamento da fimose
Todo caso de fimose deve ser avaliado por um médico urologista. A redução manual do prepúcio geralmente é suficiente para corrigir a fimose, mas deve ser feita preferencialmente por um profissional para não haver complicações. A aplicação de gelo local pode ajudar no processo. Se houver sinais de inchaço, alguns médicos indicam pomadas à base de corticoides para diminuir a inflamação e facilitar na redução posteriormente.
A circuncisão é um simples procedimento cirúrgico que corrige a fimose e impede sua recidiva. É geralmente o modo mais usado, senão em um primeiro momento, logo após a resolução do processo inflamatório.

O que é a parafimose?
A parafimose ocorre quando o prepúcio consegue ser retraído, mas não consegue retornar ao seu ponto de origem, causando estrangulamento da glande e obstrução do fluxo sanguíneo. Ao contrário da fimose, a parafimose é uma emergência médica que, se não tratada a tempo, pode causar gangrena do pênis.

Entre os fatores de risco para a parafimose estão:

  • Fimose
  • Infecções do pênis, como balanopostite
  • Traumas
  • Implantação de body piercing

Eventualmente, a parafimose pode surgir após uma relação sexual, principalmente quando o homem não limpa o pênis e não retorna o prepúcio ao local correto após o mesmo ficar flácido. Há casos em que o paciente dorme imediatamente após uma relação sexual e acorda com uma parafimose no pênis.
A parafimose também pode surgir em crianças com fimose fisiológica nas quais pais impacientes tentam reduzir a fimose de modo equivocado, causando uma retração permanente do prepúcio e compressão do pênis.

Sintomas da parafimose
Assim como na fimose, o diagnóstico da parafimose é feito pelo exame físico, que detecta uma pênis com inchaço na glande e uma espécia de cordão constritor ao redor da base da mesma. Se o atendimento não for rápido, a glande pode começar a ficar arroxeada, denotando isquemia do tecido peniano. A parafimose é um processo bastante doloroso.

Tratamento da parafimose
Como já referido, a parafimose é uma urgência e deve ser reduzida o mais rápido possível. A redução pode ser feita manualmente, geralmente sob algum grau de anestesia, se não houver sinais de necrose do pênis. Se já existirem sinais de isquemia ou se a redução manual não for efetiva, o paciente deve ser encaminhado para cirurgia.