Câncer de Rim

O que é?
É o tumor maligno mais comum de rim do adulto. É mais freqüente entre 50 e 70 anos. Os homens são afetados duas vezes mais do que as mulheres.

Como se adquire?
Pouco se conhece sobre sua etiologia. Fatores circunstanciais como fumo, obesidade, asbesto, cádmio e produtos petroquímicos são apontados como possíveis causas de seu início.

Como se faz o diagnóstico?
Com o advento do ultra-som, tumores de rim em seu estágio inicial sem manifestações clínicas passaram a ser diagnosticados.
O paciente que urina sangue precisa ser investigado na possibilidade de ter tumor de rim.
Dor na região lombar, emagrecimento, febre, podem ser sintomas referidos pelo paciente.
O diagnóstico é feito por Ultra-som, raio-X, Urografia Escretora, (CT) Tomografia Computadorizada e Ressonância Magnética (RM). Há necessidade de se fazer diagnóstico diferencial entre tumor benigno e tumor maligno, este último muito mais freqüente.
Os tumores malignos podem ser do tecido renal (parênquima) ou da via excretora.

Como se trata?
O único tratamento eficaz para tumor maligno de rim é a cirurgia.

Como se previne?
Não existe prevenção efetiva para evitar tumor de rim.
Os check-up periódicos, a cada ano são a única possibilidade de fazer diagnóstico precoce e obter cura completa.
Nos tumores avançados, além da cirurgia, Interferon e Interleucina-2 poderão ser indicados por seu urologista.

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

  • O que causa o câncer de rim?
  • Como se faz o diagnóstico?
  • O câncer de rim tem cura?
  • Este câncer é transmissível?

Câncer de Testículos

O que é Câncer de testículo?
O tumor de testículo corresponde a 5% do total de casos de câncer entre os homens. É facilmente curado quando detectado precocemente e apresenta baixo índice de mortalidade.
Apesar de raro, preocupa porque a maior incidência é em homens em idade produtiva – entre 15 e 50 anos. Nessa fase, há chance de ser confundido, ou até mesmo mascarado, por orquiepididimites (inflamação dos testículos e dos epidídimos (canal localizado atrás do testículo e que coleta e carrega o esperma) geralmente transmitidas sexualmente.

Diagnóstico de Câncer de testículo
Se por um lado o câncer de testículo é um tipo agressivo, com alto índice de duplicação das células tumorais (que causam rápida evolução da doença), por outro, é de fácil diagnóstico e alto índice de cura, já que responde bem aos tratamentos quimioterápicos. O médico urologista indicará exames para o diagnóstico, como a biópsia.

Detecção precoce
O câncer de testículo é considerado um dos mais curáveis, principalmente quando detectado em estágio inicial. O exame físico é o melhor meio de detecção precoce.

Autoexame dos testículos
Deve ser feito uma vez por mês, após um banho quente. O calor relaxa o escroto e facilita a observação de quaisquer anormalidades de tamanho, sensibilidade ou densidade.

O que procurar?

  • Alteração do tamanho dos testículos
  • Sensação de peso no escroto
  • Dor imprecisa na parte inferior do abdômen ou na virilha
  • Derrame escrotal, caracterizado por líquido no escroto
  • Dor ou desconforto no testículo ou escroto.

Como fazer?
De pé, em frente ao espelho, verifique a existência de alterações em alto relevo na pele do escroto
Examine cada testículo com as duas mãos
Posicione o testículo entre os dedos indicador, médio e o polegar
Revolva o testículo entre os dedos – você não deve sentir dor ao realizar o exame
Não se assuste se um dos testículos parecer ligeiramente maior que o outro, isto é normal
Ache o epidídimo – canal localizado atrás do testículo que coleta e carrega o esperma
Se você se familiarizar com essa estrutura, não confundirá o epidídimo com uma massa suspeita
Os tumores malignos são localizados com mais frequência lateralmente aos testículos, mas também podem ser encontrados na porção ventral (parte de baixo dos testículos)

Prevenção
O desenvolvimento desse tipo de câncer está associado a histórico familiar, lesões e traumas na bolsa escrotal e a criptorquidia (quando o testículo não desce para a bolsa escrotal). Como não há como evitá-lo, recomenda-se o autoexame mensal dos testículos. Na infância, é importante o exame do pediatra para verificar se a descida dos testículos para a bolsa escrotal ocorreu normalmente.

Sintomas de Câncer de testículo
O mais comum é o aparecimento de um nódulo duro, geralmente indolor, aproximadamente do tamanho de uma ervilha. Mas deve-se ficar atento a outras alterações, como aumento ou diminuição no tamanho dos testículos, nódulos ou endurecimentos, dor imprecisa na parte baixa do abdômen, sangue na urina e aumento ou sensibilidade dos mamilos. Caso sejam observadas alterações, o médico, de preferência um urologista, deve ser consultado.

Câncer de Pênis

O que é?
Câncer de pênis é um tumor maligno relativamente raro que acontece quase sempre em pacientes com fimose.

Como se adquire?
Pacientes com hábitos higiênicos precários, baixa renda e menor nível social, sem condições de exteriorizar adequadamente a glande.
As secreções retidas em torno da glande são o fator cancerígeno mais provável.

Como se faz o diagnóstico?
A suspeita diagnóstica surge em pacientes com história de úlceras penianas com cheiro forte de esmegma, resistente a vários tratamentos tópicos.
A confirmação diagnóstica é feita pelo exame anatomopatológico da lesão.
O carcinoma epidermóide é o tumor mais freqüente incidindo entre 75% a 90% dos casos.

Como se trata?
O paciente deve ser estadiado para se conhecer a extensão da doença. O tratamento é cirúrgico, devendo se extirpar a lesão com margem de segurança de 2 cm. Os gânglios regionais também devem ser extirpados.
Os casos mais avançados são tratados com quimioterapia.

Como se previne?
Esse tumor pode ser evitado com hábitos adequados de higiene.
As crianças portadoras de fimose devem ser operadas para se ter condições de limpeza da glande.
O carcinoma não ocorre em judeus que se submetem a circuncisão nas primeiras semanas de vida.
Essa constatação vem reforçar a hipótese de que o acúmulo de esmegma exerceria uma ação irritativa no local, o que favoreceria o desenvolvimento do tumor.

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

  • Qual a causa do tumor de pênis?
  • Este tumor tem cura?
  • Posso ter filhos se eu tiver essa doença?
  • Esta doença é transmissível?

Câncer de Próstata

O que é?
O câncer de próstata (CP) é o tumor mais comum em homens com mais de 50 anos de idade. Com os progressos da Medicina e de outras áreas que interferem com a saúde, espera-se para as próximas décadas uma população cada vez maior de homens atingindo faixas etárias bem superiores àquela. Conclui-se, portanto, que mais casos de CP serão diagnosticados. Atualmente, existem no país diversas campanhas de detecção precoce dessa neoplasia (câncer).
O diagnóstico precoce é deveras importante, visto ser esse um câncer curável nos estágios iniciais.

Como se desenvolve?
A próstata é uma glândula localizada próximo à bexiga cercando a uretra na sua porção inicial. As secreções prostáticas são o maior componente do líquido seminal (ou esperma).
A origem do CP é desconhecida, entretanto, presume-se que alguns fatores possam influenciar o seu desenvolvimento.

  • Entre eles, o fator genético, visto a incidência desta neoplasia ser maior em familiares portadores da doença. A presença de CP em parentes do primeiro grau aumenta a probabilidade de diagnóstico desse câncer em 18%.
  • O fator hormonal é bastante importante, pois essa neoplasia regride de maneira significativa com a supressão dos hormônios masculinos (por exemplo, castração). Pesquisas feitas em ratos tratados cronicamente com testosterona mostraram o desenvolvimento do câncer de próstata nesses animais. A testosterona não é indutora de câncer, entretanto, em homens já com a neoplasia ou com predisposição, a testosterona estimularia o seu crescimento. Por outro lado, o CP não ocorre em eunucos.
  • Ultimamente, tem se dado muita atenção ao fator dieta. Dietas ricas em gordura predispõem ao câncer e as ricas em fibras e tomate diminuem o seu aparecimento. Baseados em levantamentos epidemiológicos em áreas geográficas de maior incidência de CP notou-se que dietas ricas em gordura aumentam os riscos de seu aparecimento. Talvez por interferência no metabolismo dos hormônios sexuais, várias outras substâncias estão sob investigação como as vitaminas, o cádmio, o zinco.
  • Doenças venéreas não tem relação com o CP embora o herpesvírus tipo II e o citomegalovírus induzam transformações carcinogenéticas em células embrionárias de hamster (pequeno animal de experimentação).
  • O fator ambiental é alvo, também, de investigação. Populações de baixa incidência de CP, quando migram para áreas de alta incidência, apresentam um aumento na ocorrência de casos. Fumaça de automóveis, cigarro, fertilizantes e outros produtos químicos estão sob suspeita.

O que se sente?
Nas fases iniciais nada se sente. O tumor somente é detectado em exames clínicos e laboratoriais de rotina que são:

  • o toque retal
  • a dosagem do antígeno prostático específico ou PSA.

Nos casos de CP sintomático, o paciente se queixa de dificuldade para urinar, jato urinário fraco, sensação de não esvaziar bem a bexiga, ou seja, sintomas de obstrução urinária. Sangramento na urina pode ser uma queixa, embora mais rara. O paciente pode manifestar dores ósseas como sinal de uma doença mais avançada (metástases).
Anemia, perda de peso, adenopatias (ínguas) no pescoço e na região inguinal podem também ser a primeira manifestação da doença.

Como se faz o diagnóstico?
Todo o homem a partir dos 45 anos deve realizar o toque retal e dosagem do PSA, principalmente aqueles com história familiar de CP (e de câncer de mama), independentemente de sintomas. Em caso de toque anormal e ou PSA elevado, o paciente deverá ser submetido a uma ecografia transretal com biópsia prostática. Os fragmentos obtidos serão levados ao exame anátomo-patológico. Uma vez confirmado o diagnóstico, o tumor deverá ser estagiado. Isto significa que exames deverão ser solicitados a fim de que se possa saber se o tumor está confinado à próstata ou se já invadiu órgãos adjacentes (bexiga, vesículas seminais, reto) ou se já enviou metástases. A cintilografia óssea é o exame mais útil nessa fase e nos dá informações quanto à metástases no esqueleto.
Outros exames eventualmente pedidos são: fosfatase alcalina, tomografia computadorizada de abdômen, radiografias de tórax, radiografias do esqueleto.

Como se trata?
O CP pode estar confinado à próstata na forma de um pequeno nódulo, como também pode estar restrito a ela, porém envolvendo toda a glândula. O CP, além de localizado, pode estar comprometendo os limites desse órgão e invadir outros órgãos adjacentes, como as vesículas seminais ou a bexiga. Linfonodos obturadores e ilíacos são, geralmente, o primeiro estágio das metástases para depois ocorrerem metástases ósseas.
Para descrever a extensão do tumor (estadiamento) existem várias classificações (classificação de Whitmore, TNM). Além do fato extensão tumoral, é importante saber que o CP apresenta uma diversificação de células, mais ou menos malignas, que também sofrem um processo de classificação (Classificação de Gleason).
Baseado no estadiamento do tumor e de sua classificação de Gleason é que se escolhe o tipo de tratamento.

  • Para os tumores localizados dentro da glândula, a prostatectomia radical e a radioterapia são as primeiras opções e consideradas curativas.
  • Os tumores que avançam para fora da próstata, mas sem evidência de metástases, são geralmente tratados com radioterapia.
  • Os tumores metastáticos são paliativamente controlados com hormônios femininos, orquiectomia, drogas anti-androgênicas ou análogos do LHRH.

O tratamento do CP é muito controverso pois são muitas as variáveis:

  • idade do paciente
  • níveis do PSA
  • estágio do tumor
  • tipo histológico

Além disso, deve-se discutir com o paciente as complicações do tratamento.

  • Tanto a prostatectomia radical quanto a radioterapia podem deixar o paciente impotente bem como incontinente urinário.
  • A hormonioterapia diminui a libido e causa impotência sexual.
  • Deve-se considerar também a idade do paciente na época do diagnóstico e sua expectativa de vida sem a doença.
  • Pacientes muito idosos e com baixa expectativa de vida certamente se beneficiarão com tratamentos menos agressivos.
  • Problemas psicológicos e culturais fazem da orquiectomia (retirada dos testículos) um tratamento indesejado. Outras formas de terapia não têm bons resultados ou estão sob investigação, como é o caso da quimioterapia, terapia genética e fatores do crescimento.

Qual é o prognóstico?
O prognóstico depende do estádio (extensão) e grau histológico (Gleason), principalmente. Se o CP é localizado e se o paciente realizar uma prostatectomia radical, a sobrevida em 10 anos pode atingir 90%, sendo equivalente à da população normal. O índice de recorrência local após 5 anos é de 10% contra 40% da radioterapia. A radioterapia utilizada no CP localizado ou localmente avançado (fora da próstata mas sem metástases) apresenta biópsias positivas de 60 a 30% dos casos quando realizadas seis meses e dois anos respectivamente após o tratamento.
Nos casos metastáticos, o tratamento é paliativo e o prognóstico bem mais reservado.

Perguntas que você pode fazer ao seu médico:

  • Existe maneira de fazer o diagnóstico precoce do câncer de próstata?
  • Existe cura para o câncer de próstata?
  • Como se trata este câncer?
  • Devo operar ou não?

Câncer de Bexiga

São muitos os canceres que hoje atingem a população. Alguns são muito freqüentes, outros muitos raros. Existem aqueles que exibem uma agressividade impressionante, o que os faz serem temidos por médicos e pacientes, e aqueles que não apresentam qualquer problema, a não ser o fato de sabermos que ele está lá.
O Câncer de Bexiga pode tanto ser um tumor muito agressivo, como pode evoluir muito bem. Isso depende principalmente do tipo de tumor com o qual estamos lidando. Contudo, nos últimos anos tem-se ganhado muito tempo de vida para os pacientes com câncer de bexiga. Graças aos avanços da medicina, hoje conhecemos muito melhor a intimidade de um tumor, como ele surge e como ele se comporta, o que nos permitiu estabelecer terapias por vezes muito eficientes. Em 1963, a sobrevida em cinco anos de uma pessoa com câncer de bexiga era de 50%. Em 1982, já era de 75%. Hoje esse número deve ser bem maior.
Os homens são cerca de três vezes mais suscetíveis aos tumores de bexiga que as mulheres, e quanto maior a idade maior a incidência. Contudo, diferenças entre diferentes regiões geográficas não foram constatadas, e acredita-se que o tumor vesical ( de bexiga) esteja presente de maneira homogênea em todo o mundo.

Fatores de risco:
Quando pensamos em alguma enfermidade, temos que pensar no que pode tê-la causado. São hábitos, situações e características que acabam por predispor a pessoa a desenvolver aquela determinada doença. A tudo isso, damos o nome de fatores de risco.
São vários os fatores de risco para câncer de bexiga. Alguns estão cientificamente comprovados, enquanto outros não passam de suposição.

Aminas Aromáticas
Essas substâncias são usadas em indústrias de tintas, borracha, têxtil, couro e em gráficas. O tempo de exposição a estas substâncias está diretamente relacionada com a maior incidência do tumor vesical.

Fumo
Estudos científicos bem organizados vêm nos mostrando desde 1955 que as pessoas que fumam apresentam maior chance de desenvolver o câncer de bexiga. Como no caso das aminas, a quantidade de exposição é um fator importante. Assim, as pessoas que fumam mais têm maior risco, que chega a ser cinco vezes maior numa pessoa que fuma dois maços por dia em comparação aos não fumantes. É fundamental observarmos que, diferentemente das doenças cardiovasculares e do câncer de pulmão, o risco não diminui significativamente com o término do hábito. É válido lembrar, que o fumo tem relação com mais de dezenove tipos de canceres, entre outras doenças.

Adoçante
Algumas pesquisas sinalizaram no sentido de que a sacarina e o ciclamato, duas substâncias usadas como adoçantes artificiais, poderiam contribuir para o aparecimento do tumor vesical. Hoje, sabemos que essas substâncias sozinhas não apresentam qualquer risco.

Predisposição
Como em muitas outras doenças, existem pessoas que apresentam uma predisposição genética. Isso não quer dizer que essas pessoas desenvolverão invariavelmente o câncer. Elas apenas apresentam um risco maior. É válido lembrar que a predisposição, quando atuando junto a outros fatores como o tabaco, aumentam muito as chances de aparecimento de uma lesão.

Estase urinária
Pessoas que apresentam doenças, como a diverticulite (bolsinha na bexiga), que retenha urina, estão comprovadamente mais sujeitas a desenvolver um tumor de bexiga. Ocorre que o maior tempo de exposição da parede do órgão a agentes carcinogênicos (que podem provocar câncer) favorece o aparecimento do tumor.

Diagnóstico:

Para fazermos o diagnóstico precoce do câncer vesical, é preciso que fiquemos atentos às queixas do paciente. Hematúria (sangue na urina), não seguida de dor, é a queixa na grande maioria dos casos. No entanto, parte dos pacientes pode nos contar dor ao urinar e urgência miccional, o que está associado a quadros mais preocupantes, como infiltração da parede da bexiga, disseminação do carcinoma “in situ” (câncer localizado) ou o acometimento da uretra posterior.
São muitos os métodos dos quais podemos lançar mão no momento de fazermos o diagnóstico. Entre eles se destacam os de imagem e anátomo patológico.
O melhor método para identificação do tumor é a cistoscopia ( exame que permite a visualização do interior da bexiga), que ainda permite a análise morfológica do tumor ( tamanho, forma, número de lesões). No mesmo momento deve-se ainda ser realizado a biópsia.
A urografia excretora, um dos exames mais realizados em urologia, tem sua importância na medida em que identifica alterações do trato urinário superior que podem eventualmente acometer o mesmo paciente.
A citologia urinária é importante para tentarmos identificar o grau histológico do tumor ( momento do tumor). Este exame parece ser mais fidedigno quanto maior for o grau ( mais grave). No entanto, devemos ficar sempre atentos aos casos de falso-positividade, que ocorre em quimioterapia que fez uso de BCG ou que apresenta processos inflamatórios crônicos.
O ultra-som pode ser usado, mas é falho no momento de identificar tumores menores que 0,5 (meio) centímetro. A tomografia pode ser usada para identificar invasão da parede vesical, envolvimento de linfonodos ou estudar tumores com extensão extra-vesical.

Prognóstico:

O prognóstico depende de vários fatores. Em primeiro lugar do tipo histológico do tumor, identificando se ele é um carcinoma papelífero ( melhor prognóstico) “in situ”, ou invasivo (piores prognósticos).
O grau histológico, sendo que quanto maior for a proporção de células indeferenciadas pior o prognóstico. As características morfológicas da lesão, como quantidade e tamanho. E por último, é preciso saber o estadio, já que o prognóstico é muito influenciado pela presença de metástase.

Prevenção:

A prevenção consiste em evitarmos os fatores de risco. Se for por um lado ainda não há como nos livrarmos do lado genético, é plenamente possível não cultivarmos o hábito de fumar. Evitar os ambientes de trabalho onde há exposição às aminas aromáticas também é importante, mas às vezes se torna difícil já que implica em troca de emprego, por exemplo. Apesar de nada ainda comprovado, é bem possível que a ingestão de grandes quantidades de água, diariamente, possa ajudar na prevenção, já que diminuiria o tempo de exposição da mucosa vesical aos agentes carcinogênicos.

Tratamento:

Tumores Superficiais
A ressecção endoscópica transuretral é a forma mais eficiente para tumores superficiais de bexiga, sendo que recorrências ocorrem em 30 – 80% dos casos e, por isso, torna-se necessário o seguimento a cada 4-6 meses por 5 anos com cistoscopias e exames citológicos de urina. Não se deve usar radioterapia externa devido a grandes efeitos colaterais provocados e não garantia de eliminação das recorrências.
Pacientes com alto risco de recorrência, como os com lesões múltiplas de bexiga ( no tempo ou espaço), tumores maiores que 3 cm de diâmetro, neoplasias superficiais de alto grau, pacientes com carcinoma “in situ” e tumores que invadem a lâmina própria, devem ser submetidos ao tratamento tópico com quimioterápicos citotóxicos ou com BCG, após o ressecamento do tumor.
A BCG tem se mostrado mais efetiva que a qumioterapia, especialmente em triagens com tumores mais agressivos e de alto grau. Além disso, a BCG mostra uma efetividade de 50% contra tumores pequenos residuais e de 70 a 75% para carcinomas “in situ”.
BCG não é efetiva para tumores invasivos ou que estão fora do contato com ela, como tumores invadindo a próstata e do trato urinário alto, apesar deste último também ser tratado com BCG local.
O uso de BCG também tem lados negativos como a incerteza da eficácia do tratamento e os efeitos colaterais ( cistite e ocasional hematúria). Sintomas sistêmicos leves como febre, mal-estar também são comuns. Sintomas graves ocorrem em 5% dos pacientes submetidos, dos quais 10% envolvem sepsis. Esses efeitos talvez se devam a aplicação de BCG em situações que facilitem a disseminação como traumas cirúrgicos e de uretra.

Tumores infiltrativos musculares
Cirurgia aberta ou radioterapia externa são os métodos de escolha. A cistectomia parcial é a forma menos agressiva sendo ideal; porém só é exeqüível em 5% dos casos. Desta forma a maioria dos pacientes são submetidos a cistectomias radicais com construção de um reservatório de urina com o intestino delgado ( várias técnicas são disponíveis). A radioterapia, apesar de preservar a bexiga, apresenta índices de cura menores que a cirurgia ( 20 a 30% menos) e provoca lesões actínicas ( lesões provocadas por radiação) em bexiga e reto ( 10 a 30% dos pacientes). A quimioterapia não se mostra melhor que a cirurgia, de forma que o melhor tratamento ainda é a cirurgia.

Tumores Metastáticos
Quimioterapia sistêmica deve ser aplicada. O índice de cura é de 15%.