Distopias Testiculares

São anomalias congênitas em que o testículo não desce para sua localização pós-natal habitual, o escroto, ou se encontra fora do seu trajeto habitual.

  1. Tipos
    • Testículo Retrátil: quando o testículo permanece fora do escroto, mas pode descer até ele espontaneamente ou com manobras durante o exame físico. Geralmente até a puberdade tendem a se acomodar no interior do escroto sem necessitar de tratamento.
    • Criptorquidia: testículos fora da bolsa, mas posicionados ao longo do trajeto habitual de sua descida.
    • Ectopia Testicular: quando o testículo é palpável fora do trajeto normal de sua descida (ex. na coxa ou no períneo).
  2. Incidência
    • Recém-nascidos a termo 3,4%
    • Recém-nascidos prematuros: Testículo Ectópico – 30,3%
    • Crianças com 1 ano – 0,8%
    • Adultos – 0,8%
  3. Diagnóstico
    • Exame físico *
    • Ultra-som *
    • Tomografia
    • Laparoscopia (é o método de escolha mais eficaz quer para o diagnóstico como para o tratamento).
    * Na maioria das vezes suficientes
  4. Tratamento
    Entre 12 e 18 meses de vida já começam a existir danos ao testículo que estiver fora do escroto. Portanto, a partir desta idade está indicado tratamento.

Formas de tratamento:
• Clínico – Hormonal: Injeções ou hormônios de spray intra- nasais (GnRH e HCG).
• Cirúrgico – Convencional: Incisão inguinal e colocação do testículo no seu lugar habitual (escroto).
Laparoscópico: é o método mais moderno no qual nos utilizamos de pinças e ópticas locadas através de mínimas incisões na pele. Pode ser utilizado para o diagnóstico do testículo intra-abdominal e tratá-lo.

Caso não seja tratado:
O não tratamento pode levar a maior incidência de tumores testiculares malignos, infertilidade e efeitos psicológicos negativos.