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É a principal e mais comum anomalia da pelve renal (seguimento da via excretora que possibilita a drenagem da urina do rim ao ureter). Ocorre uma obstrução total ou parcial da extremidade inferior da pelve, dificultando a drenagem da urina.

  1. Incidência
    Ocorre em 1 a cada 800 a 1500 indivíduos. Sendo mais freqüente no sexo masculino.
    Causas: na maioria das vezes não encontramos uma causa aparente podendo entretanto estar associada a presença de vasos anômalos ou aderências fibrosas. Podem ser adquiridas, ocorrendo em indivíduos com refluxo vésico-uretral persistente de longa duração.
  2. Sintomas
    Os seus sintomas são: massa abdominal, sangramento na urina, infecção urinária, dor abdominal e lombar.
    Diagnóstico: o principal método é o ultra-som (evidenciando-se a dilatação do rim: hidronefrose muitas vezes antes do nascimento ao realizar exame de rotina prenatal). Porém, por vezes a confirmação diagnóstica se faz através de outros métodos: urografia excretora, pielografia ascendente, renograma (cintilografia nuclear) etc.
  3. Tratamento
    O tratamento deve ser feito quando há comprovação do déficit de drenagem de urina associado a deterioração progressiva da função renal ou quando apresentar quadro clínico doloroso.

Tipos de tratamento:

3.1. Clínico: nos casos que não observamos prejuízo da função renal, sem que haja progressão da dilatação das vias excretoras. Opta-se pelo seguimento clínico através de exames periódicos de controle.

3.2. Cirúrgico: (quando há clínica importante ou déficit progressivo da função renal) podendo ser:

I) Tradicional: é a cirurgia tradicional por via aberta denominada de Anderson-Hynes que consiste na realização de incisão da pele na região lombar, com abordagem de região da obstrução (onde é realizadaa área de estreitamento e a seguir uma plástica restaurando a permeabilidade da junção). Atualmente está técnica vem perdendo espaço para as menos invasivas como a Cirurgia Percutânea e a Ureteroscópica (Cateter de Acucise) ou a Videolaparoscópica odas realizadas no Hospital Amaral Carvalho.

II) Endopielotomia Percutânea: é o método no qual realiza-se uma punção lombar (pequeno orifício através da pele) e através deste se introduz um nefroscópio que nos permite operar visualizando-se a cirurgia através de um monitor de TV. Introduz-se uma microtesoura ou microfaca ou microgancho que incisará a região do estreitamento. Este método proporciona bons resultados, superponíveis aos obtidos com a cirurgia tradicional.

III) Endopielotomia com Acucise: trata-se de um cateter especial cuja extremidade possui um balão dilatador e um arco metálico que permite a incisão da pelve renal através da utilização de corrente elétrica transmitida por aparelho de Raio X. Dura minutos, recebendo o paciente alta no mesmo dia do procedimento. Seus resultados são semelhantes aos anteriores tendo a vantagem de não ser necessárias incisões, sendo portanto indolor no período pós-operatório. Sua grande desvantagem é o preço (só o cateter custa $1200 dólares).