Litotripsia

  1. Incidência
    É muito variável, dependendo de fatores genéticos (familiares), ambientais (clima, profissão) e dos hábitos alimentares. Está relacionada também a algumas doenças metabólicas (hiperparatireoidismo).
  2. Diagnóstico
    Pelos sintomas que os cálculos apresentam, dependendo de sua localização. O mais comum é a cólica renal. O diagnóstico da presença do cálculo é feita pelo Raio X de abdômen ou pelo Ultra-som. As vezes é necessário fazer Rx com contraste (Urografia Excretora) para definir a localização do cálculo e estudar a função renal e consequências para o trato urinário.
  3. Tratamento
    A maioria dos cálculos urinários são ÚNICOS, MENORES que 0,5 cm, sendo eliminados em 90% dos casos apenas com tratamento clínico ambulatorial (medicamentos tomados em casa sem necessidade, na maioria dos casos, de internação hospitalar). Quando são obstrutivos, múltiplos ou maiores, devem ser tratados, hoje em dia, pela LITOTRIPSIA (também chamada de LECO) ou por meios minimamente invasivos (cirurgias endoscópicas). Na atualidade, raramente necessitamos submeter o paciente a cirurgias convencionais (chamadas de abertas, realizadas através de incisões na pele).

3.1. Litotripsia:
É a implosão dos cálculos que se formam em nosso aparelho urinário utilizando-se de máquinas modernas (litotridores) e que há alguns anos eram tratados através de cirurgias convencionais (com incisões, permanecendo o paciente internado alguns dias e afastado de seu trabalho por algumas semanas).
É a forma mais utilizada atualmente. As máquinas, litotridores, têm a capacidade de implodir (fragmentar o cálculo), em regime ambulatórial, sem internação e sem necessidade de anestesia. Terminada a sessão que dura em média 40 minutos, o paciente vai para casa imediatamente, retornando a seu trabalho no dia seguinte.

Como são tratados os cálculos em que a LITOTRIPSIA FALHOU?

3.2. Existem três possibilidades: Cirurgia Percutânea, Ureterolitotripsia e Cirurgia Aberta Convencional.

  1. Se localizados nos RINS utilizamos a chamada CIRURGIA PERCUTÂNEA na qual, sob anestesia geral, através de uma agulha puncionamos o rim, dilatamos o trajeto da agulha permitindo a passagem de aparelhos, que sob visão direta, visualizados através de monitores de TV, nos permite a fragmentação e retirada de todos os cálculos ali presentes. O paciente permanece geralmente internado apenas 1 ou 2 dias.
  2. Se localizados nos URETERES (condutos que transportam a urina dos rins para a bexiga) podem provocar quadros dolorosos intensos (cólicas), podendo obstruir totalmente os ureteres e levar à exclusão renal. Realizamos sob raquianestesia com a utilização de modernos aparelhos denominados URETEROSCÓPIOS (muito delicados e finos que nos permitem entrar dentro dos ureteres). A realização da ureteroscopia nos permite a visualização dos cálculos, retirando-os com auxílio de pinças especiais. Quando maiores, são implodidos e a seguir seus fragmentos extraídos. Todo o procedimento é monitorizado por TVs. Os pacientes permanecem internados apenas UM DIA. No dia seguinte, retornam às suas atividades normalmente.

Duplo J: trata-se de um cateter com curva em forma de J nas suas duas extremidades, impedindo que seja expelido pelo organismo, feito de material extremamente delicado, de grande utilidade, pois após retirarmos um cálculo poderá haver edema residual que irá temporariamente impedir o fluxo normal de urina. A colocação do duplo J, ao final de uma ureteroscopia, permitirá drenagem normal de urina, facilitando também a saída de fragmentos do cálculo que por ventura tenham restado. Permanecem por algumas semanas, sendo retirados através de cistoscopia realizada em consultório sob anestesia local em ambulatório.